segunda-feira, 11 de abril de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
Brincar na Escola - Psicomotricidade
BRINCAR
NA ESCOLA
Para
a criança brincar é a função vital e, caso não brincasse, teria perdas
psicológicas fundamentais.É através do brincar que se realizam várias
aprendizagens, inclusive de conteúdos pedagógicos. No entanto, isso ocorre de
forma diferente do tradicional, porque se faz por prazer, com iniciativa
espontânea e criativa.
O
que se observa por aí, nas Escolas, em geral, é a grande dificuldade do
educador se dispor a brincar com seu aluno. Muitos acham que o sentido lúdico
da aprendizagem pedagógica está voltado apenas para a Pré-Escola. E o pior que
se constata é que, inclusive algumas Pré-Escolas não se permitem brincar,
jogar, criar com suas crianças.
É
importante que a proposta do brincar não seja feita apenas em ocasiões
especiais, como a semana da criança, por exemplo, onde tudo é permitido e
valorizado, e que, a utilização de certos materiais, como barro, tinta, água e
outros seja esporádica.
É
fundamental que nós, educadores, através de nossas, vivências, nos perguntemos
a cada dia: até que ponto nos envolvemos nessas atividades não rotineiras que
transtornam e dão mais trabalho? Ou até que ponto nos envolvemos porque
realmente sentimos prazer no contato com a tinta, com o barro? E ainda, tentar
nos remetermos à infância, lembrando as experiências tidas. Se formos crianças
que lidamos com esses materiais e os elementos da natureza - ar, água, fogo e
terra? Se proporcionarmos á criança pelo menos no ambiente escolar situações e
atividades onde ela expresse espontaneamente sua criatividade, podemos ter
certeza que estaremos fornecendo a ela condições mais favoráveis de relação com
ela mesma e com o mundo. Nunca deixemos de lado o respeito pelo ritmo e tempo
do outro (a criança), para com aqueles que se permitem, como por aqueles que se
negam a participar da proposta.
Para
se chegar a pensar assim e adotar uma postura de educador diferente da
tradicional é necessário disponibilidade corporal, de pensamento e treinamento,
através de vivências quase que diariamente, cursos de aperfeiçoamento, leitura
e convivência com grupos infantis,
Existem
muitas oportunidades para que o educador se desenvolva e cresça. É sé ele
acordar e querer.
Particularmente,
somos favoráveis à postura de Psicomotricista, porque acreditamos que através
do desenvolvimento psicomotor o indivíduo se integra harmonicamente com
movimentos do seu corpo e a sua emoção. Para que o educador passe de forma
natural e lúdica para seus educandos, os conteúdos, sejam eles pedagógicos ou
não, é preciso que vivencie em si essas propostas, brincando jogando,
expressando, permitindo-se.
E
a Psicomotricidade consegue de forma bonita e agradável propor essa
aprendizagem, inclusive para o adulto.
Tudo
é muito sério na Educação.
Se
pensarmos que lidar com esses materiais e atividades vai proporcionar registros
em termos de maturidade emocional, dando-lhes condições para ter uma estrutura
rica e forte nas relações com o mundo e com as pessoas, nos disporemos, SEMPRE
a essas propostas. Brincar com água não faz mal, relaxa, aclama. Brincar com
ar, renova, abastece. Brincar com fogo, se bem manipulado, ilumina a mente.
Brincar com terra e tinta não suja, energiza, dá prazer. Se você se justifica
em dizer que não tem tempo nem espaço, não se esqueça que ainda é possível:
-
Abrir a janela e respirar fundo;
-
Acender velas ... de vez em quando;
-
Tomar banhos de mangueira e fazer
bolhas de sabão;
-
Amassar a massa de modelar e o barro
mesmo na área de serviço ou sobre o jornal e criar livremente.
Lembra que
brincar é tão importante quando comer, dormir e beber. Se permita, vai ser
preciso só uma vez para você querer brincar sempre.
E se você tentar e não conseguir, nas se sinta
inferior em pedir ajuda. Vale a pena investir em você como educador!
Artigo
escrito por Vera Maria Carvalho, psicóloga, psicomotricista e educadora para um
pequeno jornal de educação de Curitiba. veracarvalho@veracarvalho.com
Família e Empresa - duplo desafio
Família e empresa
– duplo desafio
Vera Maria Carvalho
Psicóloga,
Coordenadora de projetos e de desenvolvimento de pessoas da Nova Forma –
Assessoria e Desenvolvimento.....vide currículo no
final do texto.
Entendendo família como um todo
organizado em níveis hierárquicos formados por partes interdependentes, que
influenciam e são influenciadas, podemos também pensar sobre o que ocorre na
relação do sistema familiar em uma empresa pertencente a uma mesma
família. Será que os filhos desejarão
continuar com o negócio que o avô criou e que a atual geração – os netos -
demonstra não mais querer mantê-lo?
As diferentes configurações familiares
na atualidade demandam variadas tarefas aos subsistemas que formam o sistema
familiar e este aos seus membros. A abrangência dos subsistemas é grande e vai
do estabelecimento de vínculos até a sua manutenção para funcionamento saudável
da família. Embora haja diferentes configurações familiares, nos deparamos
sempre com o modelo tradicional que consta de subsistema individual, subsistema
conjugal, subsistema parental, subsistema filial e subsistema fraternal,
acompanhados de funções específicas e dependendo de que contexto e cultura
estejam inseridos.
Na formação das empresas familiares a
configuração do sistema se depara com três subsistemas específicos: família,
patrimônio e empresa (Passos, Bernhoeft e Teixeira – Família, Família, Negócios
à parte – Editora Gente, pág. 49 - 2006:)
Compreender o funcionamento desta
arquitetura e sua dinâmica é fundamental para que a família, também empresária,
tenha condições de administrar o negócio e as relações pessoais familiares. Nem
sempre os membros da família participam diretamente das atividades da vida
empresarial. Há famílias com membros que chegam a ignorar o trabalho que é empreendido
na empresa de onde sai, por exemplo, o dinheiro para o pagamento de suas
despesas com escola, carros, viagens.
O conceito de empresa familiar é
aquela em que o controle é exercido por uma ou mais famílias, ou seja, os
principais sócios da organização são os fundadores ou os seus descendentes.
Portanto, um sistema que tem como característica o controle societário implica,
também, em relações de negociação sobre interesses pessoais dos membros daquela
família.
Nem sempre o que o pai quer, ou a mãe
sonha é compartilhado ou aceito pelo filho mais velho, a filha que deseja ser
independente ou o caçula que quer ser, por exemplo, peão em rodeios de touros.
Algumas vezes as relações de negociação se complicam mais quando entra em cena
o genro ganancioso, a nora que quer mudança de “status” social, ou o filho que
deseja, a todo custo, tirar o pai da administração do negócio da família, para
imprimir a ele o seu estilo, com acertos e possíveis erros, o que ninguém
aceitaria sem antes ensejar discussões, brigas e desentendimento entre os
sócios, membros da família.
A existência simultânea e a interação
dos três subsistemas da empresa familiar fazem com que a dinâmica das
sociedades familiares enfrente questões de ordem emocional, legal, patrimonial
e empresarial, influenciando também a dinâmica da família. Cada um dos
subsistemas – família, patrimônio e empresa - atua nos membros da família de
forma distinta, dependendo do seu grau de envolvimento nas atividades da
empresa e/ou no seu papel funcional na família.
O grande desafio dos membros da
empresa familiar que atuam direta ou indiretamente na sua administração reside
na delimitação das fronteiras entre o papel familiar e o papel profissional. Um
duplo desafio: o de manter a empresa e seu negócio e o de manter as relações
familiares sem conflitos.
Muitas vezes estes conflitos aparecem
quando não há a delimitação do que é profissional e do que é familiar. Quando o
pai-empresário age como administrador os membros da família podem questionar
que a decisão tinha que ser apenas como pai. Noutras decisões, quando o
empresário-pai age como pai, o filho pode se sentir desqualificado enquanto
profissional e integrante da administração da empresa. Nas duas possibilidades,
sempre haverá interferência do que é familiar com o que é apenas empresarial,
profissional por excelência.
Quando há um conflito entre estes
aspectos, o pai pode agir como empresário e magoar o filho que se mostra apenas
filho, ou quando o filho é tratado como se fosse apenas filho, sendo
desqualificado como profissional que também é. Isto pode acontecer, também, nas
relações conjugais. O marido quer a empresa numa direção e a mulher, noutra. Em
casa, há uma ampliação do impasse e as relações marido-mulher se estremecem. No
final da história, empresa mal administrada e casal insatisfeito.
Facilmente as queixas se repetem em
diferentes empresas familiares e nas famílias com relação ao espaço de
autonomia, o reconhecimento das competências profissionais dos seus membros, os
estilos e modelo de gestão adotado e os sentimentos que se misturam às decisões
empresariais interferindo nas relações pessoais, tornando frágeis os vínculos e
levando as pessoas a conflitos maiores, chegando até, ao rompimento ou
afastamento da empresa e o estabelecimento de mágoas familiares de difícil
reparação.
O duplo desafio que as empresas
familiares enfrentam - ser competente e rentável no mundo dos negócios e
proporcionar bem-estar e felicidade para todos os membros da família –
necessita de ações conjuntas que promovam a valorização coletiva dos membros
que participam daquele sistema a partir de recursos da própria família e seu
funcionamento ou de recursos externos que os auxiliem a compreender a dinâmica
familiar na administração da empresa, neste caso, com a contratação de profissionais
especializados em consultoria e assessorias específicas que tenham visão
sistêmica sobre o funcionamento geral da empresa e as diferentes áreas que a
compõem. Nem sempre o esforço interno é eficaz na resolução dos conflitos, e
por uma atitude tardia, em busca de ajuda, a empresa poderá ter prejuízos
financeiros e patrimoniais assim como a família pode estabelecer um sofrimento
permanente.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Workshop de Autoestima em Caçador - SC
Workshop de Autoestima em Caçador
Objetivo
Desenvolver Autoestima do indivíduo, procurando resgatar e validar as experiências individuais e o sentimento de competência pessoal.
Funcionamento
O trabalho será desenvolvido em grupo com atividades vivenciais, através de técnicas e dinâmicas específicas para atingir o objetivo principal.
Duração
São três período intensivos com atividades de potencialização de Autoestima e processamento para serem transformados em ferramentas de aplicabilidade na vida pessoal e/ou profissional.
Carga horária
10 horas
A quem se destina
Interessados em potencializar sua Autoestima, independente de formação pessoal ou profissional.
A partir de 15 anos de idade.
Investimento
Inscrição no valor de R$ 150,00 por participante.
Os valores serão pagos no ato da inscrição.
Coordenação
Psicóloga Vera Maria Carvalho - CRP 08/0779 - com experiência de 30 anos no desenvolvimento de pessoas e grupos, especializada em Psicodrama, Psicomotricidade, Terapia Sistêmica e Terapia Comunitária.
Agenda do evento em CAÇADOR - SC
Workshop de Autoestima
28 e 29 de outubro de 2011
Sexta à noite e sábado, manhã e tarde.
Dias e horários
Sexta feira (28/10) - 17h00 às 22h30
Sábado (29/10) - 8h30 às 12h00 e 13h30 às 16h30
Local
Câmara Municipal de Caçador
Rua Fernando Machado, 139 - Centro
Caçador - SC
Informações e inscrições
49 - 8806 1121 (com Cleusa)
Objetivo
Desenvolver Autoestima do indivíduo, procurando resgatar e validar as experiências individuais e o sentimento de competência pessoal.
Funcionamento
O trabalho será desenvolvido em grupo com atividades vivenciais, através de técnicas e dinâmicas específicas para atingir o objetivo principal.
Duração
São três período intensivos com atividades de potencialização de Autoestima e processamento para serem transformados em ferramentas de aplicabilidade na vida pessoal e/ou profissional.
Carga horária
10 horas
A quem se destina
Interessados em potencializar sua Autoestima, independente de formação pessoal ou profissional.
A partir de 15 anos de idade.
Investimento
Inscrição no valor de R$ 150,00 por participante.
Os valores serão pagos no ato da inscrição.
Coordenação
Psicóloga Vera Maria Carvalho - CRP 08/0779 - com experiência de 30 anos no desenvolvimento de pessoas e grupos, especializada em Psicodrama, Psicomotricidade, Terapia Sistêmica e Terapia Comunitária.
Agenda do evento em CAÇADOR - SC
Workshop de Autoestima
28 e 29 de outubro de 2011
Sexta à noite e sábado, manhã e tarde.
Dias e horários
Sexta feira (28/10) - 17h00 às 22h30
Sábado (29/10) - 8h30 às 12h00 e 13h30 às 16h30
Local
Câmara Municipal de Caçador
Rua Fernando Machado, 139 - Centro
Caçador - SC
Informações e inscrições
49 - 8806 1121 (com Cleusa)
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Estudantes de Psicologia participaram de Workshop de Autoestima
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| Estudantes de Psicologia no Workshop de Autoestima |
domingo, 17 de julho de 2011
Estudantes de Psicologia terão Workshop de Autoestima
Já estão abertas as inscrições do Workshop de Autoestima para estudantes de Psicologia que acontecerá nos dias 12 e 13 de agosto de 2011, na Sala de Eventos do Edifício BioCentro, em Curitiba. O Workshop terá a coordenação da psicóloga e professora Vera Carvalho (CRP 08/0779). As inscrições terão um preço especial com taxa de R$ 120,00.
O Workshop será realizado no dia 12, sexta feira, das 19 às 22 horas e no sábado, dia 13 de agosto, em dois períodos - 8h00 às 12h00 e 13h30 às 17h30. Serão 12 horas/aula com certificação.
Vagas limitadas.
Workshop de AUTOESTIMA para mulheres em julho
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| Atividade no Workshop de Autoestima para mulheres em julho de 2011 |
O Workshop teve a duração de 12 horas em três período intensivos com atividades de potencialização de Autoestima e processamento para serem transformados em ferramentas de aplicabilidade na vida pessoal e/ou profissional.
Nos dias 12 e 13 de agosto será realizado um Workshop de AUTOESTIMA para estudantes de Psicologia. As inscrições já estão abertas e a taxa de participação é de R$ 120,00. Vagas limitadas.
Informações e inscrições poderão ser feitas através do e-mail veracarvalho@veracarvalho.com ou pelos fones 9976 5744 ou 3078 8647.
sábado, 18 de junho de 2011
Oficina de autoestima na FAE, em Curitiba
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| Alunas da FAE na Oficina de Autoestima |
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| Vera Carvalho trabalhou com o tema "fratria" |
A oficina contemplou o tema da fratria (relação entre irmãos) e sua influência no desenvolvimento pessoal.
Workshop de Autoestima para estudantes de Psicologia
Nos dias 12 e 13 de agosto - sexta feira à noite e sábado de manhã e tarde - será realizado Workshop de Autoestima para estudantes de Psicologia.
Os participantes receberão certificados.
domingo, 29 de maio de 2011
Um workshop de Autoestima para mulheres em julho
Será realizado nos dias 1 e 2 de julho próximo, um Workshop de Autoestima para mulheres. O evento vai acontecer no piso CS do edifício Biocentro, na rua Padre Anchieta, 1846, no Bigorrilho, em Curitiba. A coordenação será da psicóloga Vera Carvalho.
Informações e inscrições pelo e-mail veracarvalho@veracarvalho.com ou pelos fones 41 9976 5744 ou 3078 8647.
Mais informações veja no link, aqui.
A influência da autoestima no desenvolvimento do professor
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| O que o professor tem que fazer para reconhecer seus limites? |
A auto-estima decorre, portanto de diferentes posturas pessoais, de fatores de personalidade, geneticamente determinados, da história de vida pessoal, de estilos e modelos culturais e educacionais adotados pelos indivíduos.
Daniel Goleman, em seu livro Inteligência Emocional, afirma que “... desde o nascimento a criança é calma e plácida, ou obstinada e difícil. A questão é se determinado conjunto emocional pode ser mudado pela experiência. Nossa biologia fixa nosso destino ou pode, mesmo uma criança inatamente tímida, tornar-se um adulto confiante?”.
Muitos conceitos se associam ao de Auto-estima como autoconfiança, auto-respeito, autoconsciência, assertividade. Estes conceitos são convencionados como características de pessoas com auto-estima adequada, enquanto as pessoas com auto-estima rebaixada são percebidas por se apresentarem com desânimo, pouca assertividade, passividade e desmotivação pela vida.
As aprendizagens por diferentes eventos, definem registros emocionais exercendo influências no temperamento de vida pessoal. A história de vida marcada por eventos negativos leva a pessoa a não acreditar em si e nos outros ao seu redor.
A forma como os pais, professores, cuidadores e educadores tratam a criança principalmente na primeira infância, pode contribuir para que o modelo de estima se reproduza no decorrer da vida, influenciando na consolidação dos traços de personalidade. O ambiente e o contexto em que os indivíduos se desenvolvem e formam o padrão de vida social, cultural educacional vão ser determinantes na qualidade dos relacionamentos nas diferentes esferas de ação e convívio.
Um aspecto fundamental no desenvolvimento da estima é que ela passa pela rede relacional familiar e da rede social, ou seja, a consciência que se tem de si nasce de uma relação de comunicação com o outro.
Surgem assim dois questionamentos que fundamentam a estima das pessoas: “Se sou confirmado, amado, protegido, tenho boa estima” e “Se sou rejeitado, desqualificado, humilhado, hostilizado tenho baixa auto-estima”.
A condição contextual, ambiental colabora para a existência ou não de violência, desrespeito, assédio moral, exclusão social, preconceitos e outros.
Diante da realidade dos diferentes contextos, depara-se com desafios a serem trabalhados, para intervir no processo de desenvolvimento de auto-estima, considerando a cultura, as competências e habilidades pessoais e fazer as pessoas descobrirem o auto-cuidado como também o auto-gerenciamento da vida.
No contexto da educação, a influência é marcante, especialmente nas situações de dificuldades em que os indivíduos são expostos na suas fragilidades, medos e ansiedades.
Os professores menos preparados e com certa fragilidade na estrutura emocional, se utilizam de modelos disciplinares ameaçadores e opressores para impor a liderança, percebendo apenas um aspecto do problemas, especialmente nos casos de limites inconsistentes e desrespeito as regras.
Professores e pais com baixa estima podem adotar posturas inadequadas e posturas punitivas e defensivas, gerando desmotivação.
Tanto para os pais quanto para os professores inspirar auto-estima adequada decorre de atitudes e posturas que valorizem as potencialidades e qualifiquem as competências do indivíduo.
Pais, professores, médicos, terapeutas, são pessoas também sujeitos a sofrerem os desafios do cotidiano como os demais seres humanos.
O que se pode fazer quando se defronta com a baixa estima especialmente na escola?
Professores ou profissionais das áreas de saúde e educação que tendem a lidar com a estima de forma inadequada, precisam tomar consciência reconhecendo atitudes e comportamentos inadequados em si em relações aos seus alunos e pessoas do seu convívio.
Para que o professor tenha a condição de reconhecer seus limites e suas potencialidades, desenvolvendo competências adequadas, a escola poderá promover o desenvolvimento de atividades e ambiente de trabalho estimulando a auto-estima, reconhecendo que cada indivíduo pode trazer marcas de sua história de vida que não favorecem a estima positiva.
Porém a maior parte deste processo de desenvolvimento está na responsabilidade de cada indivíduo, procurando buscar posturas, atitudes e comportamentos que colaborem para relações adequadas e mais felizes.
Leituras, grupos de desenvolvimento de auto-estima, oficinas, seminários, cursos curtos ajudam a consciência pessoal e podem conduzir a mudança da postura pessoal, a começar por si. A clareza das conseqüências de posturas que precisam de ajuda no desafio de lidar com as próprias dificuldades sem fazer do aluno, ou do filho o “depositário” as conseqüências de seus problemas, requer esforço pessoal e exercício emocional com ajuda e apoio no desenvolvimento da inteligência emocional.
É necessário que a escola adote métodos que contribuam para o desenvolvimento e o entendimento das dinâmicas comunicacionais dos professores, alunos e pais.
É essencial promover o reconhecimento dos pontos fracos de forma respeitosa e estimular as potencialidades e qualidades.
O professor precisa de apoio constante para o seu desenvolvimento pessoal, além de metodologia de ensino e segurança nos conteúdos que ensina.
É necessário que seja agente de transformação e promova mudanças positivas com autoconsciência de modo a ser modelo de vida consciente, ampliando a sua auto-aceitação, assumindo parcela de responsabilidade que lhe cabe nos fatos e relações, levando o aluno a reconhecer a sua parcela de colaboração.
“Compaixão e respeito não implicam falta de firmeza” (Branden)
Os ambientes educacionais que investirem no desenvolvimento da auto-estima poderão obter resultados mais eficazes com pessoas mais felizes e produções mais úteis para a construção de uma sociedade mais humana.
“Toda reviravolta educacional positiva começa com a auto-estima e auto-imagem. A estima é apoiada quando o aluno é estimulado a se sair bem... A auto-imagem talvez seja a coisa mais importante na determinação do fato de sermos ou não bons aprendizes, se seremos ou não bons em qualquer outra coisa.” (Dryden e Vos).
Psicóloga Vera Maria Carvalho (CRP 08/0779)
Psicóloga Vera Maria Carvalho (CRP 08/0779)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Workshops de Autoestima em julho e agosto
Os Workshops de Autoestima serão realizados em 01 e 02 de julho de 2011 (para Mulheres) e em 12 e 13 de agosto de 2011 (para estudantes de Psicologia). Mais detalhesveja aqui.
Palestra de Vera Carvalho em Ponta Grossa
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| Palestra de Vera Carvalho na Faculdade Sant'Ana em Ponta Grossa |
A psicóloga Vera Maria Carvalho participou, na sexta-feira, dia 20 de maio, na cidade de Ponta Grossa, da IV Jornada de Saúde Mental, promovida pela Faculdade Sant'Ana, dentro do mini-curso 1 com o tema "A construção complexa das relações".
Sobre este tema, Vera Carvalho escreveu o seguinte artigo:
A construção complexa das relações humanas
Psicóloga Vera Maria Carvalho (CRP 08/0779)
Em uma reflexão sobre as relações humanas precisamos levar em conta aspectos da nossa contemporaneidade, do contexto em que vivemos e que é dinâmico, povoado de alta tecnologia, com infinitas possibilidades ambientais onde essas relações acontecem e nas suas diversas formas de se estabelecerem.
Temos que refletir no que respeita a construção das relações a partir do que se estabelece na comunicação interpessoal, dos espaços individual e relacional e de outros fatores que permitem construir e estabelecer relacionamentos sejam eles afetivo-amorosos entre homem e mulher, ou nos relacionamentos com diferentes papéis como pais e filhos, empregados e empregadores, entre parceiros do mesmo sexo, entre amigos e outras configurações, de pessoa para pessoa.
Essa reflexão deve nos remeter ao texto de partida: o ato de escolher e sua conscientização.
Dentro do mundo contemporâneo, vivemos na era da informação, da alta tecnologia. Não há registros que apontem para a dimensão do que vivemos hoje. Nunca o mundo conviveu com tanto volume e acesso a informações de todas as origens e com tanta facilidade para tal. A tecnologia não só possibilita o encurtamento das distâncias como a torna cada vez mais ágil, mais rápida e, até, mais descartável. Essas facilidades permitem, nas relações humanas, novas formas de abordagem e escapam dos modelos contemplados anteriormente e aprendidos por homens e mulheres, pelas pessoas.
Se antes as escolhas de relacionamentos eram mais restritas ou comuns entre os conhecidos, os próximos, de um mesmo ambiente ou convívio, hoje a tecnologia promove encontros e desencontros de pessoas em diferentes ambientes, culturas, espaços, línguas e, sobretudo, distâncias. Promove também que nos juntemos a quem tenham especificidades tão especiais – boas ou más, positivas ou negativas, construtivas ou não – e isso acontecendo ao clicar de um só botão, de uma só tecla, de um só desejo. Ao mesmo tempo, no entanto, traz a falsa certeza de quem acabamos de conhecer e nos interessar possa ser mesmo aquela pessoa que nos encantou ou atraiu ou possa ser alguém a quem jamais teríamos interesse de conhecer, portanto de nos relacionar.
Aqui vale provocar com uma reflexão que poderá ser respondida individualmente: Esse fenômeno comunicacional ajuda ou prejudica uma saudável formação de relacionamentos?
Nos aspectos da comunicação interpessoal, temos que dar partida ao que, conceitualmente, entendemos de fato o que seja comunicação. Fio condutor de todas as atividades e relacionamentos humanos, que se estabelece com a troca de sentimentos e entendimentos através de mensagens escritas, verbais ou corporais, se ampliam, na contemporaneidade, a processos virtuais, a comunicação e, em destaque, a que se estabelece interpessoalmente e que se configura como um processo interativo e iterativo entre duas partes, dois pólos, duas essências. Um que constrói significados e que faz suas emissões. Outro, como receptor, que acata, recebe, processa, desenvolve e cria certas expectativas ao ser o destinatário. Há a troca, na interação. O que vem, processado, retorna. Estabelece-se um fluxo. Bate e volta. E, há, sobretudo, a insistência, a repetição, o que nasce do desejo de outra vez, do mais um, do quero mais, de novo, desta vez eu encontro, desta vez dará certo.
Além das palavras, há um universo de significados, no infinito mundo das mensagens, que acontecem de forma direta ou com aquele “charme sutil do texto de partida” como diz um poeta e que geram estímulos e uma latente e pulsante energia, percebidos e recebidos pelas partes que se comunicam. E isso se dá, sem necessariamente, ser presencial, frente a frente, cara a cara, olho no olho. Em boa medida isso se verifica – a de forma crescente – com a intermediação do que lemos num monitor de um note-book, no visor de um telefone celular, ou nos fones de toda uma traquitana eletrônica que nos pluga a vários emissores-receptores, simultaneamente ou de forma particular, num tête-à-tête que só existe em função de bits e bytes, e não apenas do bater de um incerto e inconstante elemento de nossa anatomia cardiológica.
No que respeita aos espaços pessoais, no que é individual ou relacional, discute-se para uma compreensão, primeiramente, o que se entende por individual. Esse espaço individual é aquele em que o indivíduo desenvolve a partir do que conhece de si – ou que pretende conhecer mais e ampliar – e nele investe para ancorar coisas, fatos, sensações que lhe proporcionam prazer e que o enriquece diante dos vários papeis que desenvolve.
Esse espaço tem especificidades com a busca pelo fazer, a formação de grupos sociais – as tais redes sociais, tão em voga, a busca de uma profissão, o desenvolvimento de seu conhecimento e ampliação de aspectos intelectuais, o singelo prazer de estar só, em sua casa, voltado para suas próprias escolhas e envolvido apenas com o que gosta, quer e aceita. Nesse que passa a ser um espaço vital, um aspecto importante é que o indivíduo possa ter consciência do enorme investimento afetivo que ele coloca em cada relação estabelecida.
No espaço destinado e ampliado com o outro ou outros, o relacional é desenvolvido a partir do que o indivíduo conhece de si – e informa de si – e o do outro – do que é e do que diz ser – e do quanto quer e pode negociar com si e com aquela pessoa – real ou apenas virtual - na edificação de uma área comum, essa ante sala onde se assentam eu e ele.
No processo da comunicação relacional, nos guiamos por mapas mentais que construímos e aprendemos a nos orientar pelos nossos aprendizados – com erros e com acertos – ao longo de toda a nossa vida.
A escritora Maria Helena Matarazzo diz em seu livro “Nós Dois” que “as pessoas se escolhem achando que é por amor, mas se juntam sem pensar”. Pelos modelos – e mapas – disponíveis e que foram apreendidos durante nossa caminhada, dá-se um jeito de encontrar alguém que nasceu dentro do nosso mapa mental ou desenho original que rascunhamos e que possam possuir tais e tais características previamente apontadas: alguém da mesma classe social, nível educacional, idade próxima, mesma crença, status, posição social, aspectos físicos, financeiros, filosóficos até.
A existência de um mapa, de um padrão, deste modelo nascido sutilmente em nossa mente e aspirações, não nos atesta ou garante que com “aquela gentil” pessoa o relacionamento possa ter evolução, se consolidar e ter êxito. A experiência nos informa e nos aponta isso como uma verdade.
Há autores que assinalam que os parceiros são escolhidos e que as parcerias se revelam pelas marcas emocionais impressas ao longo de suas vidas e que são provenientes das aprendizagens com o pai e a mãe e, portanto, os parceiros possam apresentar características similares com as do casal original, nossos pais.
A autora Iara Camaratta Anton, em “A Escolha do Cônjuge” diz que “quando um indivíduo seleciona outros, tal como parceiros de profissão, amigos, amantes, amores e bem como quando renuncia a algo que o atrai, estão a serviço dos sistemas aos quais representa. Na maior parte dos casos não tem a menos consciência disso. Move-se como por instinto”, ela nos ensina.
Percebe-se que, hoje, nas relações contemporâneas, as parcerias se estabelecem na busca de uma relação que se compatibilize com a individualidade de cada um, com respeito, alegria e prazer de estar junto e, fundamentalmente, o amor do desejo e não o amor de necessidade ou de dependência. Há quem pense: “Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso”, o que é diferente.
Os fatores que colaboram para uma efetiva comunicação interpessoal são principalmente a percepção, a habilidade e o relacionamento propriamente dito. Nos vários aspectos, a percepção demanda um longo e demorado processo de crescimento pessoal, abarcando a auto percepção, a auto conscientização e a auto aceitação como pré requisitos de possibilidades de percepção mais realística de si e dos outros.
A habilidade de lidar com situações interpessoais – boas ou adversas – exigem várias habilidades entre as quais a flexibilidade perceptiva e comportamental que responde a procurar por vários ângulos ou aspectos da mesma situação e atuar de forma diferenciada, especial, nada rotineira. Um terceiro e importante componente da competência interpessoal refere-se ao relacionamento em si e compreende a dimensão emocional-afetiva predominantemente. O equilíbrio entre o conteúdo cognitivo e a relação afetiva dos parceiros fará com que o relacionamento não seja disfuncional, com desvios.
Obviamente sabemos que existem barreiras à comunicação interpessoal eficaz e elas se apresentam ao longo da caminhada dos relacionamentos: aquela resistência às mudanças quando há recusa ao novo e à crítica. A ressonância que causa confusão entre opinião pessoal com crenças e valores. A insegurança pessoal com medos e traumas em não ser bem sucedido. O descontrole emocional com alteração de humor e motivação para investir mais na relação. Motivação e auto estima com baixa energia na comunicação e não saber ouvir, sempre apresenta maiores dificuldades de compreensão emocional nos relacionamentos.
Outros fatores também colaboram para o incremento das dificuldades comunicacionais e que se ligam, circunstancialmente, a administração do tempo nos ambientes das grandes cidades, a sobrecarga de trabalho, as dificuldades e crises financeiras, o temor da solidão e ainda o conceito de amor idealizado – a paixão eterna – e não o amor compartilhado e construindo em dois.
A construção complexa das relações humanas sempre exige de nós algumas indagações, reflexões e respostas. E essa enorme gama de possibilidades exige que desenvolvamos um auto conhecimento, um entendimento e uma toma de consciência das escolhas pessoas feitas na vida, nos relacionamentos, na profissão, no estilo de vida, nos aspectos ambientais, no espaço privado e público, no que é só meu e no que compartilho dentro do planeta. Essa complexa construção que se faz, antes, internamente, com perguntas, reflexões, processamentos e com as respostas que nos surgem já é um bom começo para que estejamos preparados a ir ao encontro do outro.
Investir no desenvolvimento e na afirmação de sua autoestima – amar-se e cuidar-se – e reconhecer suas capacidades, potencialidades; exercitar relacionamentos tendo como premissas a sinceridade e o interesse genuíno e natural no e pelo relacionamento; agir de forma espontânea e não ser estratégico; exercitar a perda do ser amado e conviver sem controlar ninguém, sem considerar-se possuidor dele, seu dono; procurar o amor confluente, de mesmos interesses, com aplicação e modos que sejam desenvolvidos com a mais pura expressão da liberdade e da transparência.
Em situações pessoais de dificuldades em desenvolver as habilidades afetivas, comunicacionais e relacionais que não sejam resolvidas individualmente, indica-se a busca pela assessoria pessoal com a terapia individual ou terapia familiar com profissionais especializados.
Nos ensina, Osho: “A nova humanidade precisa criar a atmosfera certa, onde homens e mulheres sejam amigos, companheiros de viagem, completando-se uns aos outros. A jornada se torna uma alegria, uma dança”.
Vale a pena refletir e, assim, aprender a tornar menos complexa a construção sólida de nossos relacionamentos.
Referências e sugestões de leitura:
Nós dois – as várias formas de amar
Maria Helena Matarazzo
Ensaios sobre o amor e a solidão
Flavio Gikovate
Viver bem e ser mais feliz
Flavio Gikovate
Contatos com tato
Virginia Satir
Coisas da vida
Martha Medeiros
Casais em perigo
Peggy Papp
Nosso louco amor
Jô Lamble & Sue Morris
A escolha do cônjuge
Iara Camaratta Anton
Perdas & ganhos
Lya Luft
O silêncio dos amantes
Lya Luft
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