segunda-feira, 9 de maio de 2011

Autoestima no universo feminino

       Os acontecimentos do dia a dia, a carga de trabalho, cuidados com a família e responsabilidades acumuladas pela mulher na atualidade determinam o grau de autoestima de sua vida. A forma como reagimos aos acontecimentos tem a ver como pensamos o mundo e como somos. Portanto, a autoestima pode ser considerada a chave para termos êxito ou fracasso, para compreendermos como funcionamos com as pessoas e conosco mesmo.
      É importante entender o que é autoestima: segundo Nathaniel Branden, estudioso deste tema: “É a soma da autoconfiança com o autorrespeito. Ela reflete o julgamento implícito da nossa capacidade de lidar com os desafios da vida (entender e dominar os problemas) e o direito de ser feliz (respeitar e defender os próprios interesses e necessidades).”
A autoconfiança está diretamente ligada ao sentimento de competência e adequação à vida, portanto, a autoestima é sempre uma questão de grau, elevada, baixa ou oscilante.
Autoestima, seja qual for o nível, é uma experiência íntima; reside no cerne do nosso ser. É o que eu penso e sinto sobre mim mesmo, não o que o outro pensa e sente sobre mim”. (Branden,2001)
        Quanto maior  a nossa autoestima, mais preparadas estaremos para lidarmos com as adversidades da vida, maiores serão as possibilidades de empreendermos relações saudáveis, melhores condições de saúde física e mental e outras condições de enfrentar o mundo do trabalho.
      Vale aqui refletir o que nós mulheres podemos fazer para manter a autoestima elevada diante de tantas demandas no cotidiano feminino.
Para elevar a autoestima é fundamental:
- viver conscientemente, ou seja, usar a mente inteligente, que nos diferencia na cadeia animal, para estabelecer metas e objetivos todos os dias, de forma adequada e realizável, por mínima que seja a tarefa, desde o despertar até o adormecer. Assim podemos desfrutar de pequenos resultados que nos motivam a continuar em direção ao que desejamos.
- usar a liberdade consciente que nos ajuda nas escolhas de ser, de ter e de fazer de forma responsável e humana, utilizando a capacidade de avaliação sobre os valores, os propósitos e a ética pessoal.
- viver com autenticidade a realidade que se apresenta, seja de sucesso ou fracasso, impedindo viver mentiras sobre sentimentos e situações que resultem em auto engano. A boa autoestima exige de nós congruência do nosso eu interior e o que expressamos para o mundo.
      Ainda valem dicas mais práticas: pensar mesmo na situação de dificuldade; tomar consciência de qual é a sua parte na relação (seja pessoal, social ou profissional) que esteja impedindo a sua satisfação; enfrentar a realidade com respeito e verdade; cultivar a independência; definir metas para todas as áreas da vida; arriscar e ousar adequadamente com direcionamento para os objetivos; honestidade e vontade de corrigir erros; viver o presente e preparar o futuro com consciência; cuidar da mente, do corpo e do espírito.
      “Autoestima é a disposição para experimentar a si mesmo como alguém competente para lidar com os desafios básicos da vida e ser merecedor da felicidade.” (Branden, 2002)

Vera Maria Carvalho
Psicóloga, psicoterapeuta e consultora sistêmica.

Um comentário:

  1. Excelente post, Vera! Parabéns pela iniciativa! Beijo, Ju Saito

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